Tenho andado como o tempo...
Xoxo...
Sem inspiração...
E...
Sem vontade...
De escrever...
....
Peço que ela volte...
Peço que ela não me deixe...
Peço que ela...
Não me abandone!
Tenho saudades...
Dela...
Inspiração minha!
O meu mundo será sempre o teu mundo!
Tenho andado como o tempo...
Xoxo...
Sem inspiração...
E...
Sem vontade...
De escrever...
....
Peço que ela volte...
Peço que ela não me deixe...
Peço que ela...
Não me abandone!
Tenho saudades...
Dela...
Inspiração minha!
Escrito por:
Jorge
às
05:34
3 comentários:
Não penses demasiado nisso... vais ter vontade... vais escrever como sp escreves... vai aparecer um primeiro pensamento... e as palavras vão surgindo umas a seguir às outras...
pega no caderninho... o aponta tudo...
:) xuxu
beijo
Há muito que aqui não vinha assim como há muito que me falta inspiração para comentar os teus, sempre lindos, textos. Como vês, não é só a ti que a magana foge :)
Passo aqui, para ver as novidades e para te dizer, que as tuas questões tiveram direito a resposta. Podem não ser as respostas que gostarias de ouvir, mas são sinceras. No entanto espero que as tuas sejam muito diferentes...
Um beijo.
Mirach
Maneira de Bem Sonhar
“Cuidarás primeiro em nada respeitar, em nada crer, em nada (…)
Guardarás da tua atitude ate o que não respeites, a vontade de respeitar alguma coisa; do teu desgosto ante o que não ames, o desejo doloroso de amar alguém; do teu desprezo pela vida, guardarás a ideia de que deve ser bom vivê-la e amá-la… E assim terás / construído / os alicerces para o edifício dos teus sonhos.
Repara bem que a obra que te propões fazer é como o mais alto de tudo. Sonhar é encontrarmo-nos. Vais ser o Colombo da tua alma. Vais buscar as suas paisagens. Cuida bem, pois, em que o teu rumo seja certo e não possam errar os teus instrumentos.
A arte de sonhar é difícil porque é uma arte de passividade, onde o que é de esforço é na concentração da ausência de esforço. A arte de dormir, se a houvesse, deveria ser de qualquer forma parecida com esta.
Repara bem: a arte de sonhar não é a arte de orientar os sonhos. Orientar é agir. O sonhador verdadeiro entrega-se a si próprio, deixa-se possuir por si próprio.
(…)
Julga-te sempre mais triste e mais infeliz do que és. Isso não faz mal. É mesmo, por ilusão, um pouco escadas para o sonho.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Atingirás assim o ponto supremo da abstenção / sonhadora /, onde os sentidos se mesclam, os sentimentos se extravasam, as ideias se interpenetram. Assim como as cores e os sons sabem uns a outros, os ódios sabem a amores, os tédios a vagos tédios, as coisas concretas a abstractas, e as abstractas a concretas. Quebram-se os laços que, ao mesmo tempo que ligavam tudo, separavam tudo, isolando cada elemento. Tudo se funde e confunde.
Adia tudo, nunca se deve fazer hoje o que se pode deixar para amanhã.
Nem mesmo é necessário que se faça qualquer coisa, amanhã ou hoje.
Nunca penses no que vaus fazer. Não o faças.
Vive a tua vida. Não sejas vivido por ela.
Na verdade, e no erro, na dor e no bem-estar, sê o teu próprio ser. Só poder+as fazer isso sonhando, porque a tua vida real, a tua vida humana é aquela que não é tua, mas dos outros. Assim, substituirás o sonho à vida e cuidarás apenas em que sonhes com perfeição. Em todos os teus actos da vida real, desde o de nascer até ao de morrer, tu não ages: és agido; tu não vives: és vivido apenas.
Despreza tudo, mas de modo que o desprezar te não incomode. Não te julgues superior ao desprezares. A arte do desprezo nobre está nisso. Torna-te para os outros uma esfinge absurda. Fecha-te, mas sem bater com a porta, na tua torre de marfim. E a tua torre de marfim és tu próprio.
E se alguém te disse que isto é falso e absurdo, ano o acredites. Mas não acredites também no que eu te digo, porque se não deve acreditar em nada.
Com este sonhar tanto, tudo na vida te fará sofreres mais. Será a tua cruz.”
Fernando Pessoa, Vicente Guedes (pág. 96) “Livro do Desassossego”.
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