Penso que o tempo de existência deste mundo meu está a chegar ao fim! Foram muitos os minutos e os momentos que fiquei sentado no computador a escrever e a dizer o que se passava cá dentro! É evidente que na maioria dos textos, uma vida conjunta esteve presente! Pensei muito..., reflecti no melhor caminho a dar a este espaço... terminar? continuar? Veremos...
Escrevi este texto em Fevereiro... guardei-o! Decidi partir entretanto... decidi fechar o meu mundo e estruturar tudo o que andava aqui dentro...! Tudo andava confuso... sem princípio, meio e fim! Muitas mentiras foram ditas, escritas, inventadas... sobrevivi a tudo isso com o vosso apoio, ajuda, compreensão... não foi fácil! Vários foram os dias em que acordei e disse para mim mesmo... será hoje? E... esse dia nunca surgiu... e fico a pensar... como teria sido?
Obrigado a todos os que aqui vêm... são todos vocês que fazem parte deste mundo! Do meu mundo!
Pobres são aqueles que não podem compartilhar com os outros aquilo que sentem... Eu sinto... e compartilhei... com o meu mundo! Mas tudo aquilo que é único.... cada sorriso, cada brilho... cada suspiro... isso será para sempre só meu!
As memórias de um livro…
São aquelas que eu escrevi…
E nunca ninguém leu!
Faz tempo…
Memórias de um livro...
São aquelas que eu escrevi…
E permanecem guardadas no baú de pedra…
Onde existe o amor, saudade e uma vida conjunta!
Memórias de um livro...
São aquelas que eu escrevi…
E permanecem na gruta escura, fria lá bem longe…
Onde só a verdade, a autenticidade e a pureza da tua pessoa entravam!
Memórias de um livro...
São aquelas que eu escrevi…
E permanecem na arca de madeira…
Onde sempre só exististe TU!
Memórias de um livro…
São aquelas em que…
Olho para trás e penso...
Penso que um dia, uma tarde, uma noite…
Dia após dia…
Noite após noite…
Conseguiste ser tudo o que havia na minha vida…
Sabias ser a água que bebia, o pão que comia…
O chocolate que derretia, o gelado que me enlouquecia!
Conseguiste ser tudo o que havia na minha vida…
Sabias ser o sol que queimava, a chuva que refrescava…
O quente que me espicaçava, o vento que me alegrava!
Eras tu... e só tu...
Podia dizer-te uma vez mais… quantas vezes gritei…
Sozinho no quarto…
Sozinho na sala…
Sozinho no campo…
Sozinho na praia…
Amooooooooo-te!
Ate todas as forças terminarem…
E as minhas lágrimas secarem!
Podia dizer-te uma vez mais… quantas vezes gritei...
Nos dias em que o sol brilhava…
Nas noites de luar… em que no alto do céu…
A lua sorria para mim…
Nas tardes em que o vento…
Simplesmente me deixava sozinho e sem alento…
Sinto a tua falta!!!!!!!
NÃO!
Não consigo dizer-te que já não te amo…
NÃO…
Não consigo dizer-te que não me fazes falta…
NÃO…
Não consigo dizer-te… a conchinha faz tanta falta!…
NÃO!
Desculpa mas não consigo…
Escrevi muitas memórias…
Muitas histórias…
Muitas lembranças…
Partilhei também o desejo que me ligou a ti…
Tarde após tarde…
Madrugada após madrugada...
Hoje…
Sinto que esse desejo…
Esmoreceu…
Não desapareceu…
Não morreu…
Só se escondeu…
Lembro-me do dia em que entraste…
E por todos os locais por onde andaste…
Sempre que me magoaste…
Sempre que te enganaste…
Existiram momentos…
Momentos em que queria gritar…
Momentos em que queria berrar…
Dizer...
Chega!
Basta!
Pára!
Não dá mais…
Eu sou só um humano…
Um ser que ser sorrir…
Ser feliz... tal como tu!
Existiram momentos…
Momentos… em que simplesmente…
A vontade que tinha que tu lesses estas palavras…
Não dos meus textos…
Mas dos meus olhos…
Do meu coração…
Era… tudo!
Mas nada aconteceu…
Raramente lias o meu coração...
Raramente lias o que andava aqui dentro...
Pensaste, em ti e só em ti...
Não penses que o sentimento desapareceu…
Não penses que o sentimento morreu…
Só não faz sentido… dizer… meu amor…
Porque na essência e pureza dessa palavra…
Sei que muita coisa falhou…

